Cinema

Annabelle | Crítica

Annabelle foi o primeiro filme derivado da franquia Invocação do Mal, dirigido por James Wan. Lançado em 2014 a produção narrou uma breve história envolvendo a boneca que despertou uma série de curiosidade do público.

Sua participação no primeiro Invocação do Mal foi apenas um aperitivo do que estava por vir. A boneca não tem grande relevância á história que foi contada no filme sucesso de bilheteira, mas a forma como James Wan delineou seus momentos na tela, acabou despertando a curiosidade do público que clamou por um filme da boneca.

Dirigido por John R. Leonetti, com roteiro de Gary Dauberman e produzido por James Wan. Repetindo a mesma cena, apresentada no primeiro filme da franquia, onde pudemos ter o primeiro vislumbre da boneca, um grupo de enfermeiras fala sobre uma boneca chamada Annabelle que, segundo eles tem os assombrado, uma espécie de origem da boneca é contada, ainda não se sabe ao certo a real origem da boneca.

A história de Annabelle desenvolve-se de maneira esperada, utilizando-se de alguns recursos e plots que outros filmes de terror não se abstém de utilizar. Uma família que em posse da boneca começa a sofrer com suas assombrações. No caso do filme, John (Ward Horton) e Mia (Annabelle Wallace) em pleno anos 60 aguardam o nascimento de sua primeira filha. Mia é uma exímia colecionadora de bonecas, ganhando de seu marido, um jovem estudante de Medicina, uma rara boneca para completar sua coleção. Neste momento não é possível saber se a boneca já está amaldiçoada, já que as assombrações da boneca só começam quando Annabelle Higgins, a filha de seus vizinhos morre com a boneca em seus braços, após assassinar seus pais e ferir Mia, tudo para satisfazer os ideais de um culto satânico ao qual faz parte.

Esse é o estopim para que as cenas com a boneca de fato tomem a atenção do público e aproveitando recursos, como o foco da câmera dos personagens e trazendo uma proximidade ao arquitetar cada momento com uma boa trilha sonora. Apesar de ser uma fórmula desgastada nos cinemas, o roteiro de Gary Dauberman é ágil, entregando Bins personagens e diálogos na medida, até mesmo quando escreve algumas cenas clichês, a condução delas é satisfatória.

A produção não se iguala ao nível de Invocação do Mal (2013), mas torna-se um sub-produto do universo iniciado por James Wan, entregando ao gênero uma possibilidade de entregar franquias inteligentes e rentáveis, pois de nada adiantaria um filme que não gerasse o retorno comercial que a franquia tem conseguido. Tudo isso graças ao foco de atrair o grande público, com um filme que ultrapassa as condições necessárias para o seu gênero.

É preciso ressaltar que todo o elenco corresponde aos seus personagens, ainda que em alguns momentos haja um derrape com o excesso de expressão ou tom dos diálogos, não compromete a experiência do público. Annabelle é uma produção simples, com roteiro enxuto e que entrega sim um bom momento de entretenimento, sem esquecer as suas origens.

Nota: ✩✩✩

Título: Annabelle
Título Original: Annabelle
Estúdio: Warner Bros. Pictures
Lançamento: 9 de Outubro de 2014
Gênero: Terror
Elenco: Annabelle Wallis, Ward Horton, Alfre Woodard, Eric Ladin, Kerry O’ Malley, Tony Amendola, Gabriel Bateman, Michelle Romano e Camden Singer
Duração: 1h38min
Direção: John R. Leonetti
Roteiro: Gary Dauberman
Produção: Peter Sam e James Wan

Leia mais sobre Annabelle