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Aquaman: Renascimento – Volume 1 | Crítica

Continuando suas publicações da linha Renascimento, a Editora Panini lançou no Brasil em junho de 2017, o encadernado Aquaman – Volume 01, contendo as primeiras edições da nova fase da DC Comics, chamada Renascimento. Diferentemente das publicações do Batman, Superman, Mulher-Maravilha e outras mensais, a publicação do personagem chegou ao mercado nacional em um encadernado com 164 páginas, compilando Aquaman: Rebirth #1 e Aquaman 1 a 6, que marca uma nova do Rei de Atlântida nos quadrinhos. Aquaman: Renascimento

Com roteiro de Dan Abnett, já bem conhecido pelos fãs de quadrinhos, já tendo escrito importantes histórias dos personagens da DC Comics, entre eles: Caça aos Titãs que reunia Robin, Moça-Maravilha, Ricardito, Aqualad, Rapina e Columba, em uma das melhores histórias já publicadas dos Titãs. Aquaman – Volume 01 [Renascimento] é de fato um renascimento para cada um dos heróis da DC, isso já foi deixado bem evidente no one-shot  que deu início à saga e que marcou o fim dos Novos 52.

Em Universo DC: Renascimento, Wally West retorna ao Universo DC com grande importância. O eterno Kid Flash, criado por John Broome e Carmine Infantino e toda esta mudança editorial tem ligação direta com o personagem. Sua função na revista é como um elo de ligação que está sendo movido pela força de aceleração e que precisa de alguma forma ser lembrado para poder retornar.

Esse retorno de Wally West de certa forma mexeu com todo o Universo DC (literalmente), uma vez que antigos problemas que haviam sido deixados de lado, são colocados novamente à mesa e se há problema em potencial que sempre foi abordado nas publicações do Aquaman, está na resistência do povo de Atlântida em aceitá-lo como Rei e sua inclinação em unir seu povo com a superfície, acabando de vez com a rixa existente entre ambos.

Sem perder tempo, o roteiro de Dan Abnett é bem eficiente em tratar um assunto que ultrapassa os quadrinhos, trazendo um pouco mais de realidade ao herói, que além de sofrer rejeição de alguns habitantes de Atlântida, ainda é considerado o membro da Liga da Justiça com mais rejeição pelo povo da superfície. Mesmo com toda sua contribuição à Liga, e suas tentativas em unir seus dois mundos, suas tentativas são frustradas, entre elas a criação de uma Embaixada que buscaria aproximar os diálogos entre ambos os povos.

A imagem do Aquaman/Atlântida é agora associada ao terrorismo, algo bem recorrente aos Estados Unidos e partindo-se da prerrogativa que o país não negocia com terroristas é assim que parte da trama desenrola, com a anulação de qualquer poder diplomático dado a Arthur Curry, contando com uma intervenção nada hostil do Superman.

O primeiro volume reúne bons coadjuvantes que fortalecem a trama em torno do Aquaman, desde vilões já consagrados nas histórias do personagem, há personagens canônicos dos quadrinhos. A interação entre Aquaman e Mera atinge seu ápice, com diálogos em que cada um mostra o melhor de si, trazendo uma abordagem única para cada personagem.

A arte do encadernado reúne Scot Eaton, Oscar Jiménez, Mark Morales, Brad Walker, Andrew Hennessy, Wayne Faucher e Philippe Briones, um time de importantes artistas que entregam uma melhor perspectiva ao roteiro de Dan Abnett, bem mais moderna e com traços incríveis. Isso faz com que a experiência do leitor seja conduzida com bons personagens e principalmente o protagonista do Aquaman, que retorna para uma de suas melhores histórias, ou melhor, mantendo o nível de suas publicações, que atingiram um nível satisfatório durante Os Novos 52.

Nota: ✩✩✩✩

Título: Aquaman: Renascimento – Volume 1
Título Original: Aquaman: Rebirth – Vol.1
Editora: DC Comics
Roteiro: Dan Abnett
Arte: Scot Eaton, Oscar Jiménez, Mark Morales, Brad Walker, Andrew Hennessy, Wayne Faucher e Philippe Briones
Cores: Cabe Eltaeb
Editor Original: Brian Cunningham
Tradução: Carol Pimentel e Rodrigo Guerrino
Número de Páginas: 164
Lançamento: Junho/2017
Valor: R$ 22,90
Sinopse: Seu nome é Arthur Curry, o Aquaman. Rei da Atlântida. Membro da Liga da Justiça. Líder mundial. Super-herói. Uma ponte entre o mundo da superfície e o submerso. E para muitos humanos: um ditador de um estado belicoso. Mas Arthur e sua amada noiva, Mera, estão determinados a provar para a humanidade que o atlantes podem ser um força em busca da paz e da justiça. Isso se o Arraia Negra deixar!

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