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Carrie – A Estranha, de Stephen King | Resenha

Stephen King é um dos autores mais importantes quando falamos no gênero terror, com uma vasta lista de publicações já lançadas. Carrie – A Estranha é seu primeiro romance publicado em 1974 nos Estados Unidos, sendo publicado no Brasil posteriormente. É incontestável a capacidade de King em contar excelentes histórias utilizando cenários interessantes em sua narrativa. Com seu romance de estreia não é diferente. Carrie é uma personagem que nas primeiras páginas facilmente lhe conquista, sendo pouco provável que essa opinião mude no final do livro.

Adaptado para os cinemas algumas vezes, Carrie é um dos livros mais conhecidos do autor justamente pela variedade de assuntos tratados ao longo do desenvolvimento da personagem. Apesar de figurar no gênero terror, o livro debate outros pontos críticos na sociedade da época e que atualmente encaixariam-se perfeitamente em nossa sociedade.

No livro, acompanhamos Carrie, uma jovem com habilidades telecinéticas que sofreu bullying na sua escola, causada pela forma de vida que a personagem foi criada por sua mãe, Margaret White. Com personalidade vingativa e estranha, sua mãe era uma cristã extrema e fundamentalista, o que tornou a vida de Carrie repleta de restrições ao mundo. A criação de Carrie é baseada em ameaças divinas, onde todo e qualquer ato da personagem é passível de condenação e orações infindáveis.

Esse isolamento causado por sua mãe coloca a personagem em situações constrangedoras em sua escola e algo que define o futuro de Carro é o episódio, onde durante um banho coletivo, ele menstrua e não sabe nada sobre o assunto, sendo motivo de piadas a todos na Escola. Lideradas pela jovem Chris Hargensen, uma série de absorventes são atirados em Carrie e com ajuda da Professora Desjardin que explica o que realmente aconteceu e repreende às jovens que causaram o tumulto. A ideia da professora é que todas as garotas sejam suspensas e que não possam participar do grande baile de final do ano.

Carrie obriga-se a conviver com estas jovens, e ao mesmo tempo descobre os seus poderes de telecinese. Com a ajuda de uma das garotas que humilharam a personagem jogando absorventes, Sue, ela poderá ir ao Baile com o namorado da garota, que concorda em acompanhar Carrie, mesmo desconfiando as intenções, ela concorda e faz seu próprio vestido, que é rapidamente repreendida por sua mãe. A partir o desenvolvimento de Carrie é impressionante, pois de uma jovem inocente ela rapidamente se transforma com seu plano de vingança e tendo seu primeiro contato com suas habilidades telecinéticas.

O desfecho da história, não é muito diferente do que já fomos apresentados nos três filmes produzidos, mas no livro a cena é melhor narrada e com riqueza de detalhes. Carrie – A Estranha é boa porta de entrada de leitores que buscam uma indicação para ler os livros de Stephen King. É apenas uma coincidência ser a primeira publicação do autor, sendo um thriller psicológico envolvente e que te prende do início ao fim, sendo esta uma das principais características das obras de King.

Nota: ✩✩✩✩

Título: Carrie – A Estranha
Editora: Suma de Letras
Título Original: Carrie
Autor: Stephen King
Tradução: Adalgisa Campos da Silva
Ano de Publicação: 2013
Capa: Brochura
Valor: R$ 42,90
Quantidade de Páginas: 199
Sinopse: Carrie, a Estranha narra a atormentada adolescência de uma jovem problemática, perseguida pelos colegas, professores e impedida pela mãe de levar a vida como as garotas de sua idade. Só que Carrie guarda um segredo: quando ela está por perto, objetos voam, portas são trancadas ao sabor do nada, velas se apagam e voltam a iluminar, misteriosamente. Aos 16 anos, desajustada socialmente, Carrie prepara sua vingança contra todos os que a prejudicaram. A vendeta vem à tona de forma tão furiosa e amedrontadora que até hoje permanece como exemplo de uma das mais chocantes e inovadoras narrativas de terror de todos os tempos. Com tantos ingredientes de suspense, Carrie, a Estranha logo se transformou num enorme sucesso internacional e passou a integrar a mitologia americana. Ao ser transportado para as telas, em 1976, pelas mãos de Brian de Palma, teve a atriz Sissy Spacek e John Travolta em seus papéis principais.

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