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Death Note: Black Edition I | Crítica

Escrito por Tsugumi Ohba, com arte de Takeshi Obata, Death Note possui ao redor do mundo uma legião de fãs, seja por sua temática ou por sua estruturação. O mangá apesar de apostar em uma história fictícia é muito bem estruturado, com personagens que se encaixam em sua trama e todo o mistério em torno da saga de Light Yagami rende algumas boas teorias. Com uma premissa nada simples, Death Note explora o misticismo que apenas na cabeça de um japonês, poderia surgir uma história com elementos capaz de prender a atenção do público. Death Note: Black Edition I 

Light Yagami é um estudando do ensino médio, antes de ser ‘escolhido’ pelo Death Note, se destaca apenas por ser um excelente estudante. Sua rotina é totalmente alterada quando ele encontra um misterioso caderno repleto de regras, que culminava no nome de uma vítima escrito e logo ela morreria de ataque cardíaco em 40 segundos. Um misterioso shinigami chamado Ryuk, que funciona como um guardião e tutor do portador do caderno também é inserido na trama. O shinigami aparece na Terra após 5 dias que o caderno já tem feito suas primeiras vítimas e com isso a parceria com seu novo portador é iniciada.

Como citado anteriormente, a premissa simples de Death Note não torna sua execução simples, pelo contrário a história arquitetada por Tsugumi Ohba e Takeshi Obata é uma das melhores já publicadas no Japão, coincidentemente possui classificação para maiores de 18 anos no Brasil. Essa classificação do mangá facilita em muito os caminhos que são abordados pela equipe criativa de Death Note, não se abstendo apenas em uma boa história, mas dando veracidade há cada momento.

O mais intrigante deste primeiro volume, é como de fato Tsugumi Ohba e Takeshi Obata estruturam sua história para apresentar cada um dos personagens e motivá-los. Ryuk, apesar de ser a imagem maligna e que está por trás das mortes, não recebe essa carga dramática ao longo de sua apresentação, há um certo sarcasmo nos diálogos do shinigami que busca apenas sair um pouco do tédio, deixando propositalmente seu caderno cair na Terra e por uma ‘pequena’ coincidência tenha caído nas mãos de Light, que se adéqua perfeitamente ao cargo de novo portador.

Light, ao contrário do que se esperava abraça sua missão de escrever os nomes no caderno, com algumas ressalvas, inicialmente apenas criminosos estavam morrendo, mas de acordo com que sua fama, como um justiceiro vai aumentando e ganhando uma legião de fãs, ele começa a variar as mortes de sua vítima e ampliando seu campo de ataque. Ainda que não perceba a grande problemática por trás das mortes, Light imagina que está fazendo um grande bem à sociedade, retirando de circulação aqueles que de alguma nunca contribuíram para o bem do próximo.

Com a fama, Light recebe o nome de ‘Kira’ e acaba sendo investigado pelo FBI e Polícia Japonesa, mas cabe há excêntrico investigador, chamado ‘L’ cruzar as informações e seguir em busca do justiceiro que mata pessoas de forma misteriosa. Um embate entre esses dois estrategistas movimenta parte dos personagens e parte da trama do primeiro volume. O resultado, ainda que não haja um confronto direto, revela diálogos interessantes e uma habilidade dos autores em prender a atenção do leitor com uma narrativa bem fluída e uma arte impecável.

Death Note é sem dúvida um dos melhores mangás já publicados nos últimos anos, sua trama é visceral e coloca o leitor em momentos de êxtase. Ainda que seja uma ficção, o suspense em torno dos personagens e suas motivações é o maior acerto do mangá. É importante lembrar que toda essa história é muito bem estruturado com diálogos que fogem do previsível e a arte impecável de Takeshi Obata é definitivamente um importante reforço à experiência do leitor.

Nota: ✩✩✩✩

Título: Death Note: Black Edition I
Título Original: デスノート
Editora: JBC
Roteiro: Tsugumi Ohba
Arte: Takeshi Obata
Número de Páginas: 400
Lançamento: 2013
Valor: R$ 39,90
Sinopse: Sem nada de interessante para fazer no Mundo dos Shinigamis, o Deus da Morte Ryuk deixa cair intencionalmente na Terra o seu Death Note. O caderno possui poderes macabros: a pessoa que tem seu nome escrito nele, morre! O Death Note acaba indo parar na mão de Light Yagami. Aluno exemplar, porém entediado, ao descobrir os sinistros poderes do caderno negro, decide virar um justiceiro e varrer a criminalidade da face da Terra. As seguidas mortes de criminosos em vários países diferentes acabam chamando a atenção da Interpol, que, por sua vez, pede ajuda ao maior detetive do mundo, conhecido apenas por “L”, para resolver o caso. Inicia-se assim um frenético jogo de gato e rato entre Light e seu perseguidor implacável , enquanto Ryuk diverte-se com os acontecimentos que se desenrolam em decorrência do uso do Death Note.

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