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Devilman Crybaby | Crítica

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Reafirmando que 2018 será um ano promissor para os animes em sua plataforma, a Netflix lançou em janeiro, Devilman Crybaby. Inspirado no mangá de Kiyoshi Nagai, Devilman Crybaby apresenta uma trama bem construída, sendo uma grande surpresa, por todo seu ciclo narrativo. Publicado no Japão nos anos 70, Kiyoshi Nagai refutou ao conservadorismo da época, para contar uma jornada onde pessoas eram transformadas em demônios e um forte apelo sexual, marcou sua publicação.

Akira Fudo é um jovem simples e com alguns traumas, que o tornam sensível há um primeiro olhar. Tudo começou quando o jovem é deixado para trás por seus pais, que são médicos importantes e não possuíam uma cidade fixa, o que comprometeria na educação de Akira. Com uma estética que causa estranhamento, o anime com apenas 10 episódios, com pouco mais de 22 minutos de duração, surpreende com um design não utilizado por grandes estúdios.

Ryo um amigo de infância de Akira, se aproveita da ‘bondade’ do protagonista e o convida para embarcar em uma missão, cujo objetivo é provar a existência de demônios na Terra. Com um plano arquitetado, Ryo acaba fazendo com que seu amigo seja possuído por Amon em um de seus rituais. A possessão revela uma nova forma dos demônios sobreviverem em corpos humanos. Existiam aqueles que por algum motivo, mesmo sendo possuídos pelos demônios, sua essência ainda continua de um bom humano e foi assim com Akira.

Sendo assim, ele se intitula um Devilman e começa uma jornada de herói, mesmo com todas as prerrogativas contra essa sua ascensão. Uma série de inimigos que colocarão a sua existência humana em cheque, são abatidos com a mesma facilidade em que aparecem em cada episódio. Ponto positivo na execução de cada personagem, é que dificilmente esses obstáculos ultrapassam mais que um episódio.

Ao longo dos 10 episódios, o roteiro escrito por Ichirō Ōkouchi se apega na retratação do apego emocional que Akira possui com as pessoas próximas. O anime recorre aos elementos do material fonte, mas abranda para que o resultado ainda consiga deixar o telespectador em total transe e impacto com o avançar dos episódios.

Não se engane com toda a trama em torno de Devilman Crybaby, ela fala muito mais do que simplesmente um jovem que se vê obrigado em fazer justiça, por suas novas habilidades. Mesmo que a primeira impressão que fique do anime é um total estranhamento por sua trama forte e design simples.

É importante lembrar que o anime possui personagens secundários e mesmo que a relação de Akira e Ryo ganhem o maior destaque, existem ‘bons momentos’ para outros personagens que sustentam suas próprias tramas em torno do protagonista. Devilman Crybaby entrega muito mais que uma temporada com ciclo narrativo coeso, é uma verdadeira obra-prima em um mercado saturado de produções e que constantemente entregam tramas umas parecidas com outras, sem nenhum reconhecimento criativo.

Publicado nos anos 70, o mangá de Kiyoshi Nagai oferece ao público uma das melhores produções de 2018 e com um desfecho inesperado. 10 episódios foram suficientes para apresentar toda a problemática da trama de Devilman Crybaby com maestria.

Nota: ✩✩✩✩✩

Título: Devilman Crybaby
Criador: Kiyoshi Nagai
Total de Episódios: 10
Gênero: Ação e Fantasia
Lançamento: 2018
Estúdio: Science Saru
Duração: 25 minutos
Direção: Masaaki Yuasa
Roteiro: Ichirō Ōkouchi
Produção: Eunyoung Choi

Leia mais sobre Devilman Crybaby

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