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Star Wars: Marcas da Guerra, de Chuck Wendig | Resenha

Star Wars: Marcas da Guerra tem a importante missão de contar uma parte da história ainda não conhecida entre Star Wars Episódio VI: O Retorno de Jedi e Star Wars Episódio VII: O Despertar da Força. As lacunas que separam as duas produções aos poucos estão sendo preenchidas com novos lançamentos e Marcas da Guerra planejado para ser uma trilogia, inicia essa história.

Escrito por Chuck Wendig, Marcas da Guerra apresenta uma nova leva de personagens e tramas interessantes. Como preocupação das obras do novo cânone de Star Wars, o primeiro livro da trilogia é ambientado nas consequências da destruição da segunda Estrela da Morte. As ligações com os primeiros seis filmes de Star Wars é nítida, principalmente quando o Wendig aborda de forma excepcional como esses novos personagens lidaram com toda a mudança que ocasionou na queda do Império e a morte de seus dois importantes membros, Darth Vader e Palpitane.

Marcas da Guerra reforça algo presente nos filmes de Star Wars, a constante presença feminina à frente de grandes acontecimentos da saga. Considerada uma saga politicamente correta, Star Wars, acerta neste quesito, ao entregar ao público um livro repleto de personagens fortes e na maioria das vezes do sexo feminino. Esse empoderamento feminino no livro é genial. Apenas um dos vários acertos de Chuck Wendig. O livro que serve como uma ponte para Episódio VII está longe de ser apenas isto e com certeza o primeiro volume está distante de preencher esta lacuna, uma vez que as histórias concentram-se em uma espaço de tempo, um pouco distante do que vimos nos cinemas.

A escrita de Chuck Wendig nos deixa conectados com todos os personagens e com tudo que está acontecendo na Galáxia. De fácil entendimento, a edição brasileira lançada pela Editora Aleph apenas facilita o excelente do autor. Sobre o desenvolvimento da trama, o livro é dividido em partes, sempre contando com introduções que reforçam o interesse do autor em situar o leitor sobre onde e quando está acontecendo cada momento do livro.

Iniciando sua história seis meses após a batalha de Endor, que culminou na destruição da segunda Estrela da Morte. O livro conta com alguns personagens importantíssimos para o seu desenvolvimento, mas outros que apenas são citados para contarem a história de outros personagens. O destaque de grande parte do livro é a relação de Norra Wexley com a Aliança Rebelde e sua busca pelo seu filho, Temmin Wexley. A relação que vai sendo construída ao longo do livro, chega ao ápice nas últimas páginas e é quando nos damos conta das primeiras ligações com O Despertar da Força. Marcas da Guerra ainda explora um relacionamento homossexual, ainda que timidamente as personagens sejam citadas e em determinado da trama possuem uma pequena importância, mas ainda não é o que esperamos de uma participação deste tipo, ou seja, com mais destaque.

Quem espera que Marcas da Guerra, seja sobre Luke, Leia e Han Solo pode acabar se decepcionando. O livro trás algumas informações e citações do trio, mas nada relevantes ao desenvolvimento da franquia. Como trata-se de uma trilogia, os personagens podem fazer aparições mais consistentes nos demais livros, ainda não lançados no Brasil. A contribuição do livro na construção do Universo Cânone de Star Wars faz dele uma leitura obrigatória para entendimento do público ao que está sendo planejado para o futuro da franquia. Leitura obrigatória!

Nota: ✩✩✩✩✩

Título: Star Wars: Marcas da Guerra
Editora: Aleph
Título Original: Star Wars: Aftermath
Autor: Chuck Wendig
Tradução: André Gordirro e Guilherme Kroll
Ano de Publicação: 2015
Capa: Brochura
Valor: R$ 44,90
Quantidade de Páginas: 464
Sinopse: O que aconteceu depois da destruição da segunda Estrela da Morte? Qual o destino dos remanescentes do Império Galáctico e dos antigos Rebeldes, agora responsáveis pela fundação da Nova República? Marcas da guerra é o primeiro livro do cânone oficial a mostrar o que acontece depois do clássico Episódio VI: O retorno de Jedi, dando pistas sobre o que podemos esperar da nova trilogia que se inicia com o O despertar da Força, a ser lançado nos cinemas em dezembro. Nesse novo panorama galáctico, vamos descobrir que a guerra ainda não chegou ao fim… e que os traumas deixados por ela ainda serão sentidos por muitos e muitos ciclos. Capitão Wedge Antilles, almirante Ackbar, almirante Sloane, o garoto Temmin e a mãe, Norra Wexley, a caçadora de recompensas Jas Emari, o antigo agente imperial Sinjir: novos personagens e velhos conhecidos dos amantes da saga, que sempre estiveram envolvidos na luta, agora devem escolher o lado a que deverão jurar lealdade. Deverão colocar-se ao lado da Nova República, procurando estabelecer um novo governo democrático na galáxia? Ou juntar-se às fileiras imperiais, na tentativa de voltar ao poder absoluto depois das mortes dos lordes Sith Palpatine e Darth Vader?

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